quinta-feira, 24 de junho de 2010

Transformando cana de açúcar em concreto

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos estudam a substituição da areia pelas cinzas de cana de açúcar na produção de concreto
Por: Lilian Júlio
Almir Sales
Há mais de dez anos pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) buscam soluções para substituir matérias como areia e brita na construção civil. Uma das pesquisas desenvolvidas pela instituição descobriu que é possível substituir parte da areia utilizada na produção de concreto e argamassa por cinzas de cana de açúcar. A pesquisa, chefiada pelo professor e engenheiro civil, Almir Sales, será finalizada em março de 2011, mas os resultados até agora indicam que esta pode ser uma boa alternativa na construção civil.
É o fator ambiental a causa de maior preocupação dos pesquisadores. A extração dos agregados naturais, como brita e areia, causa danos irreparáveis ao meio ambiente, e o bagaço da cana de açúcar é um resíduo sem utilidade, que acabava sendo queimado e suas cinzas depositadas em aterros sanitários (anualmente são produzidas cerca de 3,8 milhões de toneladas de cinzas de cana de açúcar pela indústria sucroalcooleira nacional). “Os agregados naturais estão se tornando mais caros, já que a forma de extração desses produtos degrada o meio ambiente”, explica Sales.
Com o setor da construção civil aquecido, a procura por matéria prima também irá aumentar nos próximos anos. A previsão do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) é que os empregos na construção cresçam 8,8% este ano. Esse crescimento preocupa alguns pesquisadores, que temem o alto custo do concreto, que é a principal matéria prima da construção civil. É a lei da oferta e procura, pois quando a demanda por um produto é maior do que a sua disponibilidade o seu preço tende a aumentar.
A partir dessas constatações o professor Sales começou a pesquisar alternativas para amenizar o problema. “Com a substituição por cinzas de cana de açúcar haverá menor impacto na necessidade de extração de areia natural e, simultaneamente, a diminuição da formação de novos aterros sanitários para depositar esses resíduos no ambiente”, explica o pesquisador.
Pesquisa em andamento
Por ainda não estar finalizada a pesquisa gera algumas dúvidas, como a resistência e durabilidade do concreto com cinzas de cana de açúcar em sua composição. “As vantagens e desvantagens só poderão ser apresentadas ao final dos estudos, com a análise comparativa desse concreto com o convencional”, afirma o professor Sales. Mas os resultados preliminares são animadores na questão da resistência do material. “Para um teor de substituição de 30% a 50% houve um incremento de até 15% na resistência à compressão, mostrando que o concreto com cinzas de cana de açúcar é mais resistente do que o com areia”, revela o engenheiro.
Apesar das boas constatações iniciais, o estudo ainda está sendo feito em escala laboratorial e é preciso aguardar o resultado final para verificar se o produto é ideal para o mercado – o que só acontecerá no próximo ano. “O custo final, por exemplo, só poderá ser aferido ao final da pesquisa”, analisa Sales. Se os resultados confirmarem que a substituição é viável os pesquisadores entrarão em outra fase para levar o produto adiante. “Aí precisaremos de investimentos de empresas ou instituições públicas para passar para uma escala de produção”, afirma Sales.
Entrevistado:
Almir Sales
- Docente e orientador no Curso de Pós-Graduação em Engenharia Urbana e no Curso de Pós-Graduação em Construção Civil da Universidade Federal de São Carlos.
- Líder do grupo de pesquisa intitulado Grupo de Estudos em Sustentabilidade e Ecoeficiência em Construção Civil e Urbana.
Email: almir@ufscar.br
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Fonte: Blog Massa Cinzenta

Como conservar o concreto aparente

Robustez com elegância do concreto aparente chama a atenção de engenheiros e arquitetos. Mas precisamos protegê-lo
Por: Engª. Giovana Medeiros – Assessora Técnico Comercial Itambé
O concreto aparente tem sido utilizado pelos engenheiros e arquitetos para realçar a beleza de grandes construções. Ele tem como característica deixar à vista sua coloração e textura naturais e, no Brasil, não faltam exemplos marcantes que tiram bastante proveito da beleza plástica deste material.
Em São Paulo, encontram-se os edifícios da IBM, o Masp e o Hotel Unique, que utilizam três cores de concreto aparente. Em Curitiba, o Teatro Guaíra e a estátua do Homem Nu são obras que se tornaram ícones e exploraram a beleza do concreto aparente.
Teatro Guaíra - Curitiba (PR)
O sucesso ou não da execução de estruturas de concreto aparente depende de alguns cuidados, começando pelo projeto. Tanto o projeto arquitetônico como o estrutural devem considerar as condições de exposição.
Outros aspectos que devem ser levados em consideração são: a utilização do mesmo tipo de cimento e agregados, os cuidados na execução das fôrmas, a aplicação uniforme de desmoldantes, os cuidados de lançamento, adensamento do concreto e o cumprimento do tempo de cura adequado, vão definir a qualidade final da obra.
O próprio concreto deve ser especificado para ficar aparente, ou seja, deve ter bom teor de argamassa e trabalhabilidade que permita uma concretagem sem bolhas e vazios. O uso de fungicidas e bactericidas para evitar o ataque de fungos, também deve ser considerado.
Hotel Unique - São Paulo (SP)
O concreto aparente, principalmente nos grandes centros, sofre a ação de diversos agentes agressivos. Fuligem, CO2, sulfatos e cloretos são alguns exemplos. Mas, as próprias condições climáticas com sol e chuva, ao longo do tempo, deterioram as estruturas e o aspecto fica bem prejudicado. Por este motivo é necessário tomar precauções para manter o concreto aparente conservado.
Para proteger superficialmente o concreto aparente comumente são utilizados os vernizes e hidrofugantes. Os vernizes formam filme contínuo e são mais eficientes na proteção de agentes agressivos. Os vernizes foscos têm a vantagem sobre os brilhantes, pois não alteram o aspecto original do concreto e não evidenciam as imperfeições do material bruto. Já os hidrofugantes são capazes de penetrar alguns milímetros nos poros do concreto, impedindo a penetração de água e de substâncias agressivas nela dissolvidas.
Outras formas de conservar o concreto, sendo ele aparente ou não, são as inspeções periódicas, além da limpeza adequada e reaplicação de eventuais sistemas de proteção superficial existentes.
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Lajes Nervuradas

Uma laje nervurada é constituída por um conjunto de vigas que se cruzam, solidarizadas pela mesa. Esse elemento estrutural terá comportamento intermediário entre o de laje maciça e o de grelha.
Segundo a NBR 6118:2003, lajes nervuradas são "lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte."
As evoluções arquitetônicas, que forçaram o aumento dos vãos, e o alto custo das formas tornaram as lajes maciças desfavoráveis economicamente, na maioria dos casos. Surgem, como uma das alternativas, as lajes nervuradas.


Resultantes da eliminação do concreto abaixo da linha neutra, elas propiciam uma redução no peso próprio e um melhor aproveitamento do aço e do concreto. A resistência à tração é concentrada nas nervuras, e os materiais de enchimento têm como função única substituir o concreto, sem colaborar na resistência.
Essas reduções propiciam uma economia de materiais, de mão-de-obra e de fôrmas, aumentando assim a viabilidade do sistema construtivo. Além disso, o emprego de lajes nervuradas simplifica a execução e permite a industrialização, com redução de perdas e aumento da produtividade, racionalizando a construção.



CARACTERÍSTICAS DAS LAJES NERVURADAS

Serão considerados os tipos de lajes nervuradas, a presença de capitéis e de vigas-
faixa e os materiais de enchimento. As lajes nervuradas podem ser moldadas no local ou podem ser executadas com nervuras pré-moldadas.

1. Laje moldada no local:
Todas as etapas de execução são realizadas "in loco". Portanto, é necessário o uso de fôrmas e de escoramentos, além do material de enchimento. Pode-se utilizar fôrmas para substituir os materiais inertes. Essas fôrmas já são encontradas em polipropileno ou em metal, com dimensões moduladas, sendo necessário utilizar desmoldantes iguais aos empregados nas lajes maciças.

2. Laje com molduras pré-moldadas:
Nessa alternativa, as nervuras são compostas de vigotas pré-moldadas, que dispensam o uso do tabuleiro da fôrma tradicional. Essas vigotas são capazes de suportar seu peso próprio e as ações de construção, necessitando apenas de cimbramentos intermediários. Além das vigotas, essas lajes são constituídas de elementos de enchimento, que são colocados sobre os elementos pré-moldados, e também de concreto moldado no local.



3. Lajes Nervuradas com Capitéis e Vigas-faixa:
Em regiões de apoio, tem-se uma concentração de tensões transversais, podendo ocorrer ruína por punção ou por cisalhamento. Por serem mais frágeis, esses tipos de ruína devem ser evitados, garantindo-se que a ruína, caso ocorra, seja por flexão. Além disso, de acordo com o esquema estático adotado, pode ser que apareçam esforços solicitantes elevados, que necessitem de uma estrutura mais robusta.

Para ler o texto na íntegra e ver mais fotos, clique Aqui.

Recomendo também uma excelente reportagem feita pela Revista Equipe de Obra, que mostra um passo a passo de como empregar o uso de lajes nervuradas, utilizando fôrmas de polipropileno:

http://www.equipedeobra.com.br/construcao-reforma/16/artigo76287-1.asp


Para quem quiser saber mais, recomendo estes links também:

http://www.arq.ufsc.br/labcon/arq5661/trabalhos_2004-2/isopor/lajes_nervuradas.htm

http://www.racer.com.br/sical_015.htm

Bahrain World Trade Center

O Bahrain World Trade Center é um complexo comercial localizado na cidade de Manama, capital do Bahrain, nas proximidades do Golfo Pérsico.


O edifício é composto por duas torres simétricas projetadas em forma de vela, com uma altura de 240 metros, e 50 andares. As torres são ligadas através de três pontes e cada uma tem anexado a sua estrutura uma turbina eólica gigantesca com 29 metros de diâmetro movidas pela energia do vento. As turbinas geram cerca de 225 kW máximos com ventos entre 15 e 20 m/s. O objetivo é que a brisa do Golfo Pérsico gere energia capaz de reduzir o consumo de energia elétrica do prédio em até 15%. Isso representa cerca de 1,3 mil MWh por ano, suficientes para iluminar 300 casas populares e deixar e emitir 55 toneladas de carbono anuais.


A Atkins, responsável pelo projeto do BWTC projetou as torres de forma que o vento fosse afunilado para as turbinas, dando um perfil elíptico as torres, forma pouco comum para prédios desse porte.


Testes em túnel de vento mostraram que o desenho das torres acelerava o vento para as turbinas em até 30%, o que garante maior eficiência nos ganhos de energia.


Vejam também o site oficial:

http://www.bahrainwtc.com/

Ranking das melhores empresas de construção para trabalhar

Um estudo da Exame/Heidrick & Struggles revelou quais as melhores empresas para trabalhar em Portugal em 2010. Nas 100 melhores encontram-se 14 empresas de construção:
4º – Ramos Catarino (ME)
11º – Conduril (GE)
14º – Grupo Lena (GE)
18º – Ferrovias e Construções (ME)
26º – Lúcio da Silva Azevedo e Filhos (ME)
33º – Procme (GE)
35º – Grupo Soares da Costa (GE)
40º – Zagope (GE)
41º – Alberto Couto Alves (GE)
45º – Construções Europa Ar-Lindo (ME)
46º – Grupo Domingos da Silva Teixeira (GE)
49º – Tecnovia Açores (GE)
59º – FDO Construções (GE)
74º – Opway (GE)
Para saberem quais as empresas de outros sectores presentes nas 100 melhores empresas para trabalhar, vejam o artigo da Sábado.