Projeto propõe a padronização de construções, dividida por oito regiões bioclimáticas. Plano está baseado em desempenho, sustentabilidade e responsabilidade profissional
Mauricio Lima
![]() |
| Falta de investimento atrasa o desenvolvimento do código |
O projeto do código é baseado em um trinômio formado por normas de desempenho, sustentabilidade e responsabilidade profissional. Segundo Rangel, é necessário que o código estabeleça as responsabilidades de forma clara, a fim de evitar problemas futuros em caso de mau-funcionamento da obra.
Como o Brasil é um país com regiões muito distintas, o código dividirá o território em oito regiões bioclimáticas e socioculturais, que terão especificações diferentes. "Uma obra no Rio Grande do Sul não tem o mesmo desempenho que a mesma obra no Rio Grande do Norte", destacou Rangel. Mas, segundo ele, existem aspectos que podem e devem ser padronizados, como as terminologias utilizadas no setor, por exemplo.
Para a viabilização do projeto, ainda faltam investimentos. "Seria importante o patrocínio de empresas da indústria imobiliária para que o projeto fosse concluído de forma mais rápida, pois está sendo feito sem nenhum incentivo", disse Rangel. De acordo com ele, o processo de desenvolvimento está ocorrendo de forma mais lenta, já que o trabalho está sendo realizado fora do horário de trabalho e sem aporte financeiro para a contratação de consultorias. Não há previsão para o término do projeto
Em tese, a formulação de um código nacional facilitaria também o Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), do Governo Federal, por substituir milhares de códigos municipais. Com isso, as construtoras ligadas ao programa poderiam utilizar os projetos em várias cidades, sem ter de adequar as obras a cada código. O projeto deverá propor também uma hierarquização dos municípios, de modo a facilitar as liberações de obras.


Nenhum comentário:
Postar um comentário